Centro Cultural do BID apoia pequenos projetos sábado, jan 9 2010 

Alquimídia –

O Centro Cultural do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) recebe propostas para concessões de ajuda financeira em 2010 a projetos de desenvolvimento cultural de pequena escala. O encaminhamento às representações do BID nos 26 países da América Latina e do Caribe pode ser feitos até o dia 31 de janeiro de 2010.

As doações, de US$ 3 mil a US$ 10 mil, serão concedidas a propostas que satisfaçam uma necessidade local, apóiem a excelência artística, estimulem a atividade econômica e social. de forma inovadora e bem-sucedida, e contribuam para o desenvolvimento de valores culturais, de jovens e da comunidade.

Os projetos são avaliados de acordo com sua viabilidade, alcance educativo, uso eficaz de recursos, capacidade de mobilizar recursos financeiros adicionais e impacto de longo prazo sobre a comunidade.

O BID pode financiar até dois terços de um projeto. As organizações locais são responsáveis por proporcionar o restante dos recursos e apoiar a realização do projeto de modo sustentável.

O endereço para envio das propostas é Representação do BID no Brasil, SEN 802, Conj F, Lote 39, Asa Norte, Brasília-DF, CEP: 70800-400. Mais informações sobre o concurso estão no site www.iadb.org.

Fonte: Clipping Duo 04/01/2010

http://www.alquimidia.org/fcc/index.php?id=3439&mod=noticia

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“Avatar” e Copenhague: como a produção artística pode salvar a ecologia terça-feira, jan 5 2010 

Cultura e Mercado – Newton Cannito

O debate sobre ecologia chega renovado a grande mídia. O aguardado filme Avatar, de James Cameron, um dos grandes feitos da industria audiovisual, acende ainda mais essa discussão. Entretanto, o que ainda está pouco esclarecido – inclusive em Copenhague – é que a industria criativa pode ser uma alternativa real para o impasse do debate ecológico.

Vamos por partes. Primeiro, o filme. A grande qualidade de Avatar é contrapor o mundo cinza da civilização capitalista ocidental ao mundo colorido e integrado dos índios. Avatar é um libelo ecológico que convence pela visualidade e pela sensação. E é também a industria criativa, de efeitos especiais, a serviço da ecologia e da reintegração do homem com a natureza.

Visualmente, é fantástico. Cameron usa a tecnologia para reproduzir a sensação dos povos que vivem integrados a natureza – o que é digno e traz bons resultados. Mas o enredo do longa carece de um convencimento racional. Falta um argumento importante na hora que eles debatem:  porque não destruir a floresta?

No filme, a antropóloga fala da rede em que vivem os índios, que lhes dá acesso a todas as arvores, mas não cita economia. Só quem fala do assunto é o “capitalista” que destruirá tudo para pegar minério. Aí o debate ecológico fica antigo e cai na velha oposição entre ser “ambicioso” e “capitalista” e ser “bonzinho” e “ecológico”. O ecológico fica sendo um empecilho ao desenvolvimento e a geração de riquezas. E isso está longe de ser verdade.

Cameron – tal como o padrão da política externa americana –  parece não saber que a ecologia, a questão de defesa da floresta já é, também, uma questão econômica. O conhecimento indígena e a biodiversidade da floresta são o maior patrimônio cultural e “financeiro” do planeta. Tem valor inestimável. Qualquer planejamento econômico de médio prazo, menos imediatista, menos bronco, tentaria estabelecer comunicação real com os índios e iria preservar a floresta também para aumentar a riqueza. E uma riqueza biologicamente sustentável.

Enquanto isso, em Copenhague, vemos Serra e Dilma sendo obrigados a se adequar a pauta ecológica. É bonito de ver. Dois desenvolvimentistas clássicos tendo que pensar pela primeira vez em ecologia, mesmo que de forma tacanha.  Em parte, como Cameron. Pensam na defensiva, considerando a ecologia como algo necessário, apenas, para  não destruir o planeta.

Em seu discurso em Copenhague, Dilma comete uma gafe histórica e le mal o texto que devia ter sido melhor decorado, dizendo: “o meio ambiente é, sem dúvida nenhuma, uma ameaça ao desenvolvimento sustentável…”. A fala demonstra claramente a parca familiaridade da ministra com o discurso ecológico. Mas, ao menos, é interessante ver os candidatos compreendendo que não é mais possível não pensar em ecologia.

Dilma e Serra, tal como Cameron, terão que entender que a ecologia não se contrapõem ao progresso: é uma nova forma de desenvolvimento econômico que, a curto prazo, poderá realocar investimentos, mas que a médio prazo irá gerar mais riquezas do que o esperado. Patentes de biodiversidade e ecoprodutos podem ser a saída mais eficiente para um desenvolvimento econômico real em nosso país.

Infelizmente, os próprios ecologistas ainda não entenderam a importância disso. Focam todos seus esforços em “obrigar” países de primeiro mundo a frear o progresso, e se dedicam pouco (ou às vezes nada) a mostrar reais alternativas de desenvolvimento sustentável que não destruam a natureza.

Mais do que pedir eternamente para que os poderosos sejam “bonzinhos”, devemos sair da vibração de mendigos pedintes e entrar na vibração de altivos empresários ecologicamente responsáveis. Chegou a hora de parar de reclamar e começar a agir. Se conseguirmos mostrar como o desenvolvimento sustentável é uma alternativa real de geração de riquezas, aí sim a ecologia terá conquistado seu espaço.

Somos nós, dos países de terceiro mundo, que devemos mostrar que é possível criar novas alternativas de organização econômica e desenvolvimento, que possam ganhar cada vez mais mercado e, com isso, gerar alternativas efetivas  para uma vida ecologicamente correta. E o Brasil pode ser a vanguarda desse novo paradigma, no qual entram com GRANDE IMPORTANCIA as indústrias criativas e artísticas, que são (ou deveriam ser) diretamente ligadas a ecologia.

Tais industrias são importantes na busca por alternativas de vida ecologicamente corretas, antes de tudo, pois podem fazer como o filme Avatar: plantar no público esse sonho, essa alternativa. Quando as pessoas se derem conta que existem alternativas reais para a vida, elas poderão começar a lutar por ela.

Em segundo lugar, a industria criativa – seja ela de artesanato com produtos naturais ou de audiovisual de ponta, como no filme de Cameron – pode ser, ela própria, uma alternativa real para o desenvolvimento sustentável. Nem todos podem ser militantes ecológicos e ganhar salários para lutar pela causa, mas todos podem ser empresários ou consumidores ecologicamente corretos.

Uma coisa que Avatar mostra bem é como é bom viver de forma ecológica. A vida dos “primitivos” é muito mais divertida do que a vida dos desenvolvidos, que ficam sempre presos em salas escuras, cercados de obsessão pelo poder. Essa vida, que a maioria de nós ainda vive, é muito chata. Ser criativo e ecológico não é apenas uma questão política. Não temos que ser ecológicos apenas para salvar o planeta. Temos que ser ecológicos pois estamos cansados de viver presos dentro de salas escuras em uma procura incessante por riquezas imediatas.

A tristeza é que a maioria dos candidatos políticos em que votaremos em 2010 ainda estão na era pré-ecológica. Começaram tardiamente a perceber que existe ecologia e ainda não entenderam a importância, inclusive econômica, das indústrias criativas. Chegou a hora da ONU – ou de quem for – fazer uma Copenhague das industrias criativas, aonde sejam apresentadas alternativas reais de desenvolvimento sustentável.

A produção artística e as industrias criativas podem sim fazer muito pela ecologia. Muito mais do que filmes que defendem a causa, elas podem ser a própria solução para a geração de produtos ecologicamente corretos e para o surgimento de um ciclo de desenvolvimento sustentável.

Fonte: Clipping DUO 04/01/2010

http://www.culturaemercado.com.br/ideias/avatar%E2%80%9D-e-copenhague-como-a-producao-artistica-pode-salvar-a-ecologia/

Abertura do Acervo da UFMG terça-feira, dez 8 2009 

Abertura do Acervo da UFMG
Estado de Minas –

UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais – Ao longo de sua história, a Universidade Federal de Minas Gerais reuniu rica coleção de obras de arte e de livros, mas o acesso a eles era restrito. O projeto Acervo, memória e arte promete, de agora em diante, exibir esse patrimônio em exposições no câmpus da Pampulha. A abertura será dia 08, às 20h, com a mostra Brasiliana, no Espaço da Reitoria. Também será aberta, nos prédios da Biblioteca Central e da Faculdade de Odontologia, a visitação à Coleção Amigas da Cultura. Em 1970, o acervo foi doado pela Sociedade Amigas da Cultura à instituição e conta com obras da segunda metade do século 20. Informações: (31) 3409-6410.

http://www.uai.com.br/em.html

Clipping DUO 07/12/2009 – Informação e Cultura em http://www.duo.inf.br

Empresas brasileiras correm para se adaptar aos livros digitais terça-feira, dez 8 2009 

Empresas brasileiras correm para se adaptar aos livros digitais
Folha de S. Paulo – Raquel Cozer

Foi como um futuro inevitável, porém distante, que editores e livreiros falaram ao longo de todo o ano sobre chegada da revolução digital de livros ao Brasil. Mas os últimos avanços atropelaram todas as expectativas, e agora as empresas do país correm para tentar se adaptar.

Neste mês, começa a funcionar a primeira e-bookstore brasileira a oferecer o seu próprio leitor eletrônico de livros. A Ediouro promete, em janeiro, passar a lançar todos os seus títulos nos formatos papel e digital. Em março, a livraria Saraiva deve pôr no ar um ambicioso sistema de download de títulos, um tipo de iTunes dos livros.

São ao menos três iniciativas tupiniquins que tentam espaço num mercado em que os primeiros passos foram dados pelas americanas Google (com o plano de expansão da digitalização de livros pelo Google Books) e Amazon (com a venda do leitor Kindle no Brasil).

E são ações que, é claro, ainda encontram barreiras. O primeiro lançamento da Ediouro em e-book –“O Seminarista”, de Rubem Fonseca, há um mês– deixou usuários desorientados com atrasos de dias na chegada do livro eletrônico após a compra. Ela deveria ser imediata.

O livro ainda não pode ser comprado pela Amazon, por pendências no contrato. Pode ser baixado pela loja virtual da editora (www.lojasingular.com.br), pelo www.smashwords.com e pelo iTunes. Newton Neto, diretor de tecnologia e mídias digitais da Ediouro, diz que vende de 10 a 15 exemplares do formato eletrônico por dia –número expressivo, mas “muitíssimo inferior” à venda em papel.

Caso passe mesmo a lançar todos os livros nos dois formatos em janeiro, a Ediouro será a editora nacional mais avançada nesse quesito. “Não fazemos tudo no nosso quintal, temos parcerias com empresas estrangeiras”, diz Neto.

Parceria

Anunciada como a primeira e-bookstore brasileira, com estreia marcada para 15/12, a Gato Sabido também tem parceria com uma empresa de outro país, a britânica Cool-er. Foi de lá que o economista carioca Carlos Eduardo Ernanny trouxe o leitor eletrônico que será usado pela loja. Há um ano envolvido no projeto, diz já ter investido R$ 800 mil nele.

O leitor Cool-er é mais simples que o Kindle –o aparelho britânico não tem conexão sem fio, como o americano–, mas custa menos: R$ 750, contra os mais de R$ 1.000 com que o Kindle chega ao Brasil, incluídas as taxas.

O desafio da loja será conseguir conteúdo com as editoras. Ernanny diz que já tem o aval de “três grandes escritores brasileiros” e está em conversas com a Companhia das Letras, a Objetiva e outras. A única grande confirmada é a Zahar. No dia 15, quando a loja iniciar as vendas, terá da editora apenas três títulos: “Shakespeare e a Economia”, de Gustavo Franco e Henry Farnam, “Freud e o Inconsciente”, de Luiz Alfredo Garcia-Roza, e “Morreu na Contramão”, de Arthur Dapieve.

Mariana Zahar, diretora-executiva da editora, diz que a meta é que até março 300 títulos estejam disponíveis para venda digital. Não só na Gato Sabido. “Estamos conversando com a Amazon e outras empresas. É zero exclusividade. Livrarias brasileiras também devem lançar logo suas próprias e-bookstores”, diz Mariana.

O maior projeto nesse sentido é o da Saraiva. O diretor presidente da livraria, Marcílio Pousada, diz só que vai “entrar no mercado de livro digital de uma maneira muito boa, como fizemos com o sistema de download de vídeos, em maio”.

A Folha apurou que o sistema foi apresentado a ao menos seis editoras, incluindo a Objetiva, a Companhia das Letras e a Record, e que o lançamento deve ocorrer em março -data que Pousada não confirma. Trata-se de um programa que o usuário instalará no computador e que permitirá o download para Kindle, iPhone e outros.

Para as editoras, a maior dificuldade é atualizar os contratos com autores para incluir os direitos digitais. Sorte de editoras como a Intrínseca, que tem só 50 títulos no catálogo; azar de outras como a Record, com mais de 5.000 –para quem a conversão para o mundo digital será bem mais trabalhosa.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u662746.shtml

Clipping DUO 07/12/2009 – Informação e Cultura em http://www.duo.inf.br

Estórias de Pontos de Cultura terça-feira, dez 8 2009 

Estórias de Pontos de Cultura
Ministério da Cultura –

O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Cidadania Cultural (SCC/MinC), publicou no Diário Oficial da União (Seção 1, página 11) desta terça-feira, 1º de dezembro, o resultado do Prêmio Estórias de Pontos de Cultura. Foram concedidos 25 prêmios de R$ 5 mil cada, totalizando um investimento de R$ 125 mil.

Foram selecionados Pontos de Cultura das cinco regiões do país: Sudeste (oito prêmios), Nordeste (seis), Norte (cinco), Sul  e Centro-Oeste (três prêmios). O edital recebeu no total 44 projetos com histórias de Pontos de Cultura de todo o Brasil.

As iniciativas não premiadas, de acordo com o edital, têm um prazo de cinco dias úteis, após a publicação no DOU, para envio de recurso.

Prêmio Estórias de Pontos de Cultura – Tem como objetivo valorizar e dar visibilidade às ações dos Pontos de Cultura nas diversas regiões do país, por meio da publicação de histórias biográficas institucionais, juntamente com a biografia de um personagem da comunidade que se destaca pelo seu conhecimento, atuação e história de vida.

http://www.cultura.gov.br/site/2009/12/01/estorias-de-ponto-de-cultura/

Clipping DUO 07/12/2009 – Informação e Cultura em http://www.duo.inf.br

Controle ou seja controlado terça-feira, dez 8 2009 

Controle ou seja controlado
Cultura e Mercado – Leonardo Brant

A criação de incentivos fiscais a empresas de distribuição e retransmissão de conteúdos audiovisuais (leia-se majors), regulamentados e intensificados na atual gestão do Ministério da Cultura e da Ancine com a intenção de ampliar as perspectivas de mercado dos produtores independentes brasileiros, acabou por submetê-los ainda mais aos interesses e controle desse oligopólio global. Em parceria com a Rede Globo domina praticamente todo o mercado de cinema do Brasil.

A relação entre as indústrias audiovisuais e o tema da diversidade cultural é visceral e genética. Desde os anos 1950 realizadores independentes lutam por igualdade de oportunidades na disputa pelo expectador global, afugentado por um oligopólio de mercado controlado pelas chamadas majors norte-americanas. O relatório do PNUD de 2004 aponta os riscos e efeitos dessa situação e a Convenção da Unesco, publicada em 2007, pretendia ser um instrumento efetivo que garantisse isonomia e autonomia dos mercados internos. No Brasil, no entanto, a concentração do mercado e do poder das majors só aumentou nos últimos anos.

Para quem está envolvido com o difícil desafio de promover as culturas populares, por exemplo, um assunto como este pode parecer distante ou menos importante. Ao contrário disso, considero a questão do audiovisual central em nossa sociedade, pois ela subordina todos à sua lógica, interesses e ideologias.

Embora o mercado de salas de cinema ainda seja muito concentrado, a televisão detém o maior volume de capilaridade e infiltração nos lares brasileiros e tem sua produção mais concentrada ainda. Se pensarmos nas novas configurações de mercado, em função da convergência digital, essa situação oferece riscos e oportunidades.

Depois de realizar as Jornadas Ctrl-V, em Barcelona, onde discutimos possibilidades e alternativas para a consolidação de uma democracia audiovisual, participaremos, pelo Divercult, da 3ª Reunião Ordinária do Comitê Intergovernamental da Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, entre 7 a 11 de dezembro, na sede da Unesco, em Paris, França, como nos conta Piatã Stoklos Kignel, nesta edição.

O governo brasileiro, que tem um papel de liderança nesse processo todo, não só pela articulação da sociedade civil, mas também a partir da figura de Gilberto Gil, uma espécie de embaixador de todo o processo de construção do documento, também estará presente.

Deveríamos discutir a efetividade desta Convenção, sobretudo no Brasil. Numa recente pesquisa, realizada a pedido da YProductions, na Espanha, revelo a preocupante concentração do poder das majors no Brasil, justamente no período em que o mundo todo se mobiliza para enfrentar no âmbito das relações internacionais, o oligopólio conduzido pela Motion Pictures Association.

A discussão acerca dos incentivos fiscais no Brasil precisa incluir a Lei do Audiovisual e seus rumos nos próximos anos. O país vem canalizando cada vez mais recursos nas mãos dos grandes conglomerados midiáticos de Hollywood, fortalecendo-os e ampliando sua participação de mercado. Em consequência disso, e pelo domínio que exerce sobre a distribuição, exibição e TV por assinaturas, submete toda a produção audiovisual local às suas vontades.

Questões como essas ficaram o tempo todo camufladas pelo discurso a favor da diversidade cultural durante a discussão da Lei Rouanet, por exemplo. O resultado disso é que, ao defender a cultura popular, o governo canaliza recursos para as multinacionais.

O desafio de promover um espaço para as culturas locais, no mercado e no imaginário, é um dos mais importantes da nossa sociedade e é tema do encontro e do documentário que lançamos esta semana em Barcelona. Convidamos a todos a participar dessa discussão com membros de todos os países latino-americanos, além de Portugal e Espanha, por meio da RAIA – Red Audiovisual IberoAmericana.

http://www.culturaemercado.com.br/ideias/controle-das-majors-aumenta-no-brasil/

Clipping DUO 07/12/2009 – Informação e Cultura em http://www.duo.inf.br

Belém sedia I Seminário sobre Sistema Nacional de Cultura segunda-feira, dez 7 2009 


Agência Pará – Da Redação

Para realizar projetos nos diversos ramos da arte, como cinema, teatro, artes plásticas, literatura, dança, fotografia e nas chamadas novas mídias, os artistas recorrem ao apoio de empresários, políticos e a editais federais, estaduais e municipais para obter aprovação e financiamento da obra. Sem essas opções, muitos acabam custeando as próprias obras.

Mais do que lançar editais e leis de incentivo, o Estado brasileiro agora quer criar e executar um conjunto de ações coletivas, objetivando garantir os bens e recursos federais, estaduais e municipais numa política nacional de cultura.

Ações oficiais destinadas a valorizar todas as manifestações artísticas formam o Sistema Nacional de Cultura. O novo modelo prevê, entre várias diretrizes, a criação dos planejamentos e conselhos estaduais e municipais de cultura em todos os 5.663 municípios brasileiros. Conselhos formados por representantes dos governos federal, estaduais e prefeituras e com poder decisório, sobre a utilização planejada e responsável dos recursos oficiais para a realização de projetos culturais.

Esses são alguns dos temas a serem discutidos no I Seminário Sistema Nacional de Cultura, a ser realizado em Belém nos próximos dias 7 e 8 de dezembro, na Fundação Curro Velho, numa iniciativa do Ministério da Cultura, em parceria com o governo do Estado, por intermédio da Fundação Curro Velho, Fundação Cultural Tancredo Neves, Instituto de Artes do Pará (IAP) e Câmara Setorial de Desenvolvimento Sociocultural da Secretaria de Estado de Governo (Segov).

Serão discutidas a estruturação, institucionalização e implantação do SNC, os sistemas setoriais de cultura, a formulação e implantação dos planos estaduais e municipais de cultura, as formas de participação dos artistas e produtores culturais no sistema e o acordo de cooperação entre as três esferas administrativas da União, estados e municípios. Durante o seminário, haverá reunião do Fórum Estadual de Gestores Municipais de Cultura e debates sobre a criação do Fórum dos Sistemas Nacionais de Cultura.

Jorge Vidal – Fundação Curro Velho

http://www.agenciapara.com.br/exibe_noticias_new.asp?id_ver=55322

Clipping DUO 07/12/2009 – Informação e Cultura em http://www.duo.inf.br

Preservação e Digitalização de Acervo segunda-feira, dez 7 2009 

Preservação e Digitalização de Acervo
Ministério da Cultura – Sheila Sterf

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, e o vice-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Armando Mariante Carvalho, foram recebidos na tarde desta quarta-feira, 2 de dezembro, pelo presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Muniz Sodré.

Com o objetivo de estudar parcerias para novos projetos, eles percorreram as principais instalações do edifício-sede da instituição no Rio de Janeiro: doze andares de estantes e laboratórios de preservação e microrreprodução.

No ano que vem, a Biblioteca completa 200 anos. A coleção, em torno de 10 milhões de títulos, lhe confere o posto de oitava maior biblioteca nacional do mundo.

Para o ministro Juca Ferreira, o principal objetivo da visita foi “sentir as necessidades” da instituição vinculada ao Ministério da Cultura.

Em virtude da Lei do Depósito Legal (Lei nº 10.994/2004), toda publicação brasileira deve ter pelo menos uma cópia enviada para a Biblioteca Nacional. A consequência é a expansão constante do acervo.

“A Biblioteca vai construir um prédio anexo porque aqui já se esgotou a capacidade de depósito”, disse Juca Ferreira.

“É uma obrigação do BNDES apoiar não só a preservação, como o aprimoramento da gestão, a capacidade de receber novas obras”, ressaltou Carvalho.

Atualmente, o Banco patrocina o Projeto Fênix, que recupera 30 mil páginas de obras da Divisão de Obras Raras da FBN/MinC.

Acervos na Internet

Atualmente, grandes coleções da Biblioteca Nacional estão disponíveis na Biblioteca Nacional Digital (www.bn.br/bndigital), na Biblioteca Digital Mundial (www.wdl.org/pt) e no Portal A França no Brasil (bndigital.bn.br/francebr).

“Precisamos agilizar o processo de digitalização porque este é um patrimônio que precisa ser disponibilizado”, salientou o ministro da Cultura.

O vice-presidente do BNDES afirmou serem necessários novos recursos para que a instituição acompanhe o crescimento do país. Para ele, um aspecto importante é viabilizar o acesso para o público. “Sobretudo aquele cidadão que tem menos capacidade de acessar patrimônios dessa beleza, dessa magnitude”, disse Carvalho.

Clipping DUO 07/12/2009 – Informação e Cultura em http://www.duo.inf.br

Sociedade Civil e Convenção da Diversidade segunda-feira, dez 7 2009 

Sociedade Civil e Convenção da Diversidade
Cultura e Mercado – Piatã Stoklos Kignel

De 7 a 11 de dezembro, na sede da UNESCO, em Paris, será realizada a 3ª Reunião Ordinária do Comitê Intergovernamental da Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais.

O encontro vai reunir as delegações dos 24 países eleitos para integrar o Comitê, dentre eles o Brasil, além de observadores de outros países membros e da sociedade civil, que discutirão estratégias para aumentar a visibilidade da Convenção da Diversidade Cultural aprovada pela UNESCO em 2005 e vigente desde março de 2007.

Segue a pauta reunião, estabelecida pelo Secretariado da Convenção e apresentada no site da UNESCO:

– adoção da agenda da reunião;

– aprovação da lista dos observadores: além dos 24 países eleitos como membros do Comitê costumam participar, também, representantes de outros países, sejam eles Partes ou não da Convenção (leia-se: países que ratificaram ou não a Convenção. Quando um país ratifica a Convenção ele passa a adotar os artigos deste documentos em suas leis federais), além de Organizações Não-Governamentais e Organizações Inter-Governamentais, todos na qualidade de observadores (na última reunião do IGC, realizada em março de 2009, contou com, além dos 24 países eleitos, mais 44 países Partes da Convenção, 33 não Partes da Convenção – embora todos estes 77 sendo membros da UNESCO, 2 organizações inter-governamentais e 5 organizações não-governamentais).

– aprovação do resumo da reunião anterior, preparada pelo Secretariado;

– estratégias para encorajamento de ratificações. O Comitê busca a adoção da Convenção por mais países, com maior distribuição entre regiões do mundo, sobretudo situados na África e na Ásia. Atualmente a Convenção da Diversidade Cultural foi ratificada por 103 países. De acordo com informações do Ministério da Cultura do Brasil, o Comitê busca a adesão de pelo menos mais 15 países nos próximos dois anos, principalmente daqueles situados nos continentes asiáticos e no Oriente Médio. Há um desejo para que esta Convenção tenha igual ou maior numero de ratificações que a Convenção do Patrimônio Mundial (de 1972) – que é a que tem maior número de ratificações, além de ser a Convenção mais conhecida, mundialmente;

– Implementação do Fundo – passos preliminares (o Artigo 18, sobre o Fundo, já tem suas diretrizes operacionais elaboradas e aprovadas na última Conferência das Partes. A discussão deve se dar em cima do texto destas diretrizes.) Deverá ser votada a definição do formulário de solicitação de assistência ao Fundo. Ainda, será votada uma comissão de especialistas que foram indicados por vários países – não há indicados brasileiros – para encaminhar a análise e seleção de projetos apresentados. O Secretariado já apresentará, nesta reunião, uma proposta de uso de aproximadamente a metade dos recursos existentes atualmente no Fundo, para uma “experiência” de 3 anos, conforme orientam as diretrizes.  Julgo importante salientar também que existe uma percepção da equipe brasileira que acompanha a Convenção, de que o Fundo poderá não ter o Brasil como prioridade, creio que por razões que passam desde o baixo volume de recursos para um Fundo com estas ambições (atualmente o Fundo está com aproximadamente USD 1.600.000,00), devendo portanto ser utilizado para países em situação de maior vulnerabilidade, em relação ao Brasil – países da África, por exemplo – como por outras razões, por exemplo, a diminuição da prioridade de investimento internacional no Brasil nos últimos anos (devido ao reconhecimento mundial de seu crescimento econômico);

– Elaboração de diretrizes operacionais para aumentar a visibilidade e a promoção da Convenção (deve-se falar, neste item da pauta, sobre embaixadores da Convenção, ou seja, personalidades públicas que apóiem a Convenção e auxiliem na sua divulgação e promoção. Além disso, devem ser realizados estudos acerca da adoção de estratégias que tenham como objetivo sensibilizar líderes políticos e formadores de opinião sobre a importância da proteção e promoção da diversidade cultural, especialmente em países menos desenvolvidos);

– Preparação das diretrizes para o Artigo 9 (transparência e troca de informações);

– Preparação das diretrizes para o artigo 19 (troca, análise e disseminação de informações) – Estes artigos, além de serem alguns dos últimos artigos que ainda não têm diretrizes feitas pelo Comitê, provavelmente foram escolhidos para esta reunião pois eles tratam dos relatórios que cada país deve enviar à UNESCO, de quatro em quatro anos (que vencerá em pouco tempo, já que a Convenção entrou em vigor em 2007), apresentando suas ações, boas práticas e desafios na implementação da Convenção (foi a delegação brasileira que sugeriu, na última Conferencia das Partes, a inclusão da discussão sobre estes artigos nesta próxima reunião, proposta aprovada pela Conferência – que seria a “Assembléia” da Convenção). Obs – Para este mandato de dois anos do Comitê (que inclui uma reunião ordinária anual e possíveis outras extra-ordinárias, como ocorreram nos últimos 2 anos – 2 reuniões extra-ordinárias, fora duas ordinárias), os países eleitos (pro Comitê) deverão elaborar também as diretrizes do Artigo 10, sobre Educação e Conscientização Pública, porém este Artigo não deve ser discutido nesta reunião do Comitê e sim na próxima. Obs2 – O Brasil foi reeleito para mais 4 anos para o Comitê e é o único país da America do Sul no Comitê. Da America Latina (América do Sul e Caribe, que é o grupo que o Brasil pertence) foram eleitos e devem estar representados também México, Cuba e Santa Lúcia;

– Decisão de agenda e pauta da próxima reunião (O Comitê Intergovernamental da Unesco já realizou duas outras reuniões ordinárias. A primeira aconteceu em dezembro de 2007, no Canadá, e a segunda em dezembro de 2008, em Paris. Foram realizadas mais duas reuniões extraordinárias, em julho de 2008 e em março de 2009, também na sede da Unesco. Os membros do Comitê, incluindo o Brasil, foram eleitos durante a 1ª Conferência das Partes, realizada há dois anos. Em junho deste ano, na reunião realizada  pela 2ª Conferência das Partes, o Brasil foi reeleito membro do Comitê);

Além do Secretário da Identidade e da Diversidade Cultural (SID/MinC), Américo Córdula, integram a delegação brasileira que participará do encontro, a coordenadora de Fomento à Identidade e Diversidade da SID/MinC, Giselle Dupin, e a Representação Diplomática do Brasil na Unesco.

Estarão presentes vários membros do Fórum Mundial U40. Além dos 6 representantes por região (África, Países Árabes, America do Sul e Caribe, America do Norte, Europa, Ásia), terão outros membros que estão relacionados à Convenção via o Ministério da Cultura de seus países.

O Fórum Mundial U4o é promovido pela Comissão Alemã para a UNESCO em parceria com a IFCCD (Federação Internacional das Coalizões para Diversidade Cultural, sigla em inglês) e é composto por 48 jovens de 32 países de todos os continentes (menos Oceania). A proposta é que jovens, de até 40 anos, se apropriem da Convenção da UNESCO sobre a Diversidade Cultural, para poderem promovê-la e divulgá-la em seus países. O programa vai de 2008 a 2010, trabalhando visões e perspectivas para 2030. O grupo tem participado das reuniões da UNESCO, tendo estado presente na Conferência das Partes, em junho, em Paris e enviará também representantes agora, na reunião do Comitê, em dezembro deste mesmo ano.

Para maiores infos sobre o Fórum U40, clique aqui.

Participação da sociedade civil

A Convenção da UNESCO sobre a Diversidade Cultural é a primeira Convenção da UNESCO que possui um artigo (número 11) que trata somente da importância da sociedade civil na promoção e proteção da diversidade cultural.

Ainda, como cita Jurema Machado, Coordenadora de Cultura da Representação da UNESCO no Brasil, esta é a “primeira das Convenções da UNESCO aberta à participação de organismos multilaterais, inclusive organizações do setor privado e, principalmente, da sociedade civil”.

Sendo assim, é fundamental a compreensão de todos de que somente com o protagonismo da sociedade é que esta Convenção pode efetivamente ser implementada. A sociedade civil deve, assim, observar a implementação da mesma, promover reflexão e ações sobre sua execução e acompanhar os desdobramentos de atividades relativas a esta temática. Sem dúvida nenhuma, nem o poder público nem a própria sociedade como um todo poderá ficar tranquila, caso não tenha um presença efetiva de cada cidadão nesta temática.

Se deseja saber mais sobre o tema, ou quiser se envolver em ações desta área, entre em contato!

http://www.culturaemercado.com.br/relatos/sociedade-civil-e-convencao-da-diversidade/

Clipping DUO 07/12/2009 – Informação e Cultura em http://www.duo.inf.br

Congresso Indígena debate a valorização da cultura sexta-feira, dez 4 2009 

Clipping DUo: 04/12/2009
Congresso Indígena debate a valorização da cultura
bvnews –

A Prefeitura de Boa Vista realiza até esta sexta-feira (04) o II Congresso Municipal de Educação Indígena com o tema “Cultura, Respeito e Saberes”. O encontro começou quarta-feira (02) e reúne professores, pedagogos e tuxauas de 11 comunidades indígenas da capital no auditório do Hotel Barrudada.

A proposta é qualificar e capacitar os docentes das comunidades sobre cultura e respeito aos saberes dos povos indígenas, valorizando e resgatando a identidade cultural. Para ajudar na discussão dos temas, o evento conta com palestras e exibição de documentários.

Conforme a coordenadora municipal de Educação Indígena, Cristiana Nunes, o, evento discute as reais necessidades de cada comunidade. “Os temas abordados refletem as expectativas dos protagonistas educacionais e sociais das comunidades indígenas, pois emanaram de suas sugestões”, conta.

Cerca de 70 pessoas das comunidades Vista Alegre, Campo Alegre, Ilha, Morcego, Lago Grande, Bom Jesus, Darora, Serra da Moça, Truaru da Cabeceira, Vista Nova e Milho participam do Congresso.

Entre os temas debatidos estão a diversidade lingüística característica dos povos indígenas e o trabalho para preservação das línguas, que é feito nas comunidades por meio da disciplina Língua Materna e da relação do indígena com a terra. Também será abordada a mudança na história dos povos indígenas a partir da constituição de 1988.

Para Mara Ramos, professora indígena da comunidade Morcego, os temas em discussão promovem um resgate cultural. “É a revitalização da cultura dos povos indígenas. Dessa forma, os professores passam para os alunos a importância do meio em que eles vivem e suas raízes culturais”, diz.

Nesta sexta-feira (4), será realizada a palestra “O Ensino de Línguas no contexto Escolar”, com o professor Cristóvão Abrantes Justino, do Insikiran/UFRR e a palestra “Medidas de Segurança para Acidentes com Cobras Peçonhentas nas Comunidades Indígenas”, com Patrícia Velho, do 7º Batalhão de Infantaria de Selva (7º BIS).

No período da tarde, será realizada a palestra “Oficina de Jogos Pedagógicos a partir da Realidade Indígena”, com a professora Adine da Silva Ramos, do curso de Comunicação e Artes da Licenciatura Intercultural do Núcleo Insikiran. O encerramento será às 18h com a entrega de certificados aos participantes.

Língua Materna
As etnias wapixana e macuxi são predominantes nas comunidades indígenas de Boa Vista. Para valorizar e manter a cultura desses povos, a Prefeitura de Boa Vista desenvolve o programa Língua Materna.

O programa consiste em utilizar a língua indígena durante as aulas. Dessa forma, cerca de 130 alunos aprendem disciplinas como matemática, língua portuguesa, entre outras, utilizando a sua língua materna. O método é utilizado na educação infantil e Educação para Jovens e Adultos (Eja).

Educação Indígena – A rede municipal de ensino atende a 11 comunidades indígenas, totalizando 280 alunos na educação infantil, ensino fundamental e Eja.

A Prefeitura de Boa Vista iniciou o processo de licitação para a construção de mais três escolas nas comunidades: Serra da Moça, Vista Alegre e Lago Grande.

http://www.bvnews.com.br/cotidiano5034.htm

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